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As mãos transpiram em algumas situações devido à estimulação de um tipo específico de glândula sudorípara relacionada com o sistema nervoso simpático, que é o que controla as respostas do organismo em situações de luta e fuga. Mas, para saber como tudo isso ocorre, primeiro é necessário entender o complexo funcionamento dessas glândulas.


Os humanos contam com três tipos diferentes de glândulas sudoríparas: as écrinas, as apócrinas e um terceiro tipo de glândula mais desenvolvida e que apresenta características das duas anteriores. As écrinas constituem a maioria das glândulas sudoríparas presentes no organismo, e sua principal função é a de controlar a temperatura corporal.

Elas se concentram especialmente em algumas áreas do corpo — como as plantas dos pés, testa e nas palmas das mãos —, e quando são estimuladas, liberam um líquido incolor e inodoro que evapora e, consequentemente, resfria a nossa temperatura quando ela está muito elevada. Já as glândulas apócrinas se concentram na região genital e nas axilas, e produzem uma substância menos fluída e mais oleosa que é liberada nos folículos capilares.


O terceiro tipo de glândula, a que apresenta características de écrinas e apócrinas, também se concentra nas axilas e na região genital, e é capaz de produzir o suor sete vezes mais depressa do que as outras glândulas. Aliás, existe uma condição chamada hiperidrose, na qual os indivíduos que sofrem dela transpiram mais do que o normal, e acredita-se que o problema possa estar relacionado com o funcionamento dessas glândulas “mistas”.

Você deve ter se perguntado sobre o cheirinho desagradável que algumas vezes surge acompanhado do suor. Na verdade, o odor é o resultado da ação de bactérias presentes em determinadas regiões do corpo, que reagem com os fluídos liberados pelo organismo produzindo o mau cheiro.

E as mãos?

Em situações nas quais o organismo precisa diminuir a temperatura corporal — como quando estamos praticando atividades físicas, por exemplo —, ocorre a liberação de neurotransmissores (como a dopamina, a epinefrina, a norepinefrina e a acetilcolina) que ativam o funcionamento das glândulas sudoríparas.

Quando as glândulas écrinas — as que se concentram na testa, pés e mãos, lembra? — são estimuladas pelo sistema nervoso para regular a temperatura corporal, essa ordem é enviada a partir de uma área do cérebro chamada hipotálamo. Por outro lado, quando ficamos nervosos, o estímulo é enviado a partir do neocórtex e dos centros límbicos. A mágica da transpiração das mãos ocorre devido à resposta enviada dessas diferentes regiões cerebrais.

Assim, quando o estímulo é provocado pelo estresse emocional, em um primeiro momento são as glândulas écrinas presentes nos pés, face, axilas e mãos as que são ativadas, além de ocorrer uma constrição dos vasos sanguíneos. No entanto, quando a resposta é enviada pelo hipotálamo, ocorre o contrário, ou seja, uma dilatação dos vasos que, por sua vez, provoca um aumento no fluxo sanguíneo próximo à pele para ajudar a reduzir a temperatura corporal.

A causa

A teoria mais aceita de por que os seres humanos evoluíram para apresentar esse complexo sistema sugere que a transpiração emocional — e o aumento da umidade nas mãos — ajudaria a melhorar a sensibilidade no caso de que seja necessário lutar com algum inimigo, caçar ou escalar uma superfície qualquer.


Já o suor generalizado — que ocorre em resposta ao estímulo enviado pelo hipotálamo — ajudaria a reduzir a temperatura corporal no caso de que essas atividades físicas intensas acabem acontecendo. Além disso, neste segundo caso, também ocorreria a liberação de odores e feromônios, que não só enviariam sinais aos inimigos ou animais, mas também indicariam a possíveis parceiros quem seria o melhor candidato natural para o acasalamento.

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