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As coisas não são tão simples quanto parecem quando se trata de janelas em aviões. Na metade do século passado, quando empresas aéreas começaram a voar em maiores altitudes, adaptações precisaram ser feitas. Inicialmente, os aviões possuíam janelas quadradas, mas, devido às baixas altitudes em que voavam, a pressurização interna não era necessária, por isso tudo funcionava muito bem.

Como eram as janelas nos aviões em 1933.

O problema surgiu quando as empresas iniciaram voos em maiores altitudes. Esse procedimento é utilizado até hoje, pois, quanto mais alto o avião voa, mais rarefeito fica o ar. Isso reduz o arrasto da aeronave, fazendo com que se economize uma quantidade considerável de combustível. Junto com essa nova prática de voo, a cabine precisou de pressurização para que os passageiros pudessem respirar sem problemas, o que gera uma diferença de pressão entre o interior do avião e a atmosfera a uma grande altitude.

Atualmente, isso não é um problema, mas se descobriu, da pior forma, que janelas quadradas e aviões pressurizados não são uma boa combinação. Nos anos 1950, três aeronaves caíram quando suas fuselagens se despedaçaram em pleno voo. Os engenheiros menosprezaram o acúmulo de tensão nos cantos da janela e, em virtude da pressurização, as aberturas não foram resistentes o suficiente para aguentar o esforço.


A diferença de pressão entre o interior da aeronave e o ambiente externo faz com que o avião se expanda levemente. Por esse motivo, além das janelas, o próprio avião possui o formato arredondado que conhecemos, pois assim as tensões são distribuídas de uma forma mais uniforme, evitando acidentes como os que aconteceram. Como uma comparação simples, esse é o mesmo motivo de caixas-d’água utilizadas em residências serem redondas, em vez de quadradas. Já reparou nisso?

Fonte: Curiosity

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